RIO DE JANEIRO (RJ)

Dados do município/localização
Fundação: 01/01/2001
Emancipação Política: 25 DE SETEMBRO DE 1999 (LEI ESTADUAL Nº 3.253)
Gentílico: MESQUITENSE
Unidade Federatíva: RIO DE JANEIRO (RJ)
Mesoregião: METROPOLITANA
Microregião: RIO DE JANEIRO
História

História de Mesquita



Origens e Povos Originários


O município de Mesquita é considerado o mais jovem da Baixada Fluminense e do estado do Rio de Janeiro. Sua emancipação de Nova Iguaçu foi sancionada em 25 de setembro de 1999, por meio da Lei Estadual nº 3.253. No entanto, sua história remonta a períodos muito anteriores, quando a região era habitada por povos indígenas conhecidos como jacutingas — denominação atribuída pelos europeus aos nativos que utilizavam penas da ave jacutinga em seus adornos.



Até os dias atuais, o bairro de Jacutinga preserva essa memória, sendo um dos poucos da Baixada Fluminense a carregar referência direta aos povos originários.



Período Colonial e Ciclo da Cana-de-Açúcar


Por volta do ano de 1700, a ocupação da região teve início com a instalação de engenhos de cana-de-açúcar, que produziam açúcar e aguardente com o uso de mão de obra escravizada. Com o passar do tempo, as terras foram transferidas entre diferentes proprietários, até chegarem às mãos de Jerônimo José de Mesquita (1826–1886), o primeiro Barão de Mesquita, e posteriormente de seu filho, Jerônimo Roberto de Mesquita (1857–1927), o segundo barão.



O nome do município é uma homenagem a essa família, que possuía extensas fazendas na região central.



Chegada da Ferrovia e Desenvolvimento


Em 1884, a Estrada de Ferro Dom Pedro II — posteriormente denominada Central do Brasil — chegou à localidade. A estação ferroviária recebeu inicialmente o nome de “Barão de Mesquita”, sendo posteriormente simplificada para “Mesquita”.



A implantação da ferrovia foi decisiva para o desenvolvimento da região, promovendo o crescimento populacional e a atração de investimentos. Com o declínio das atividades agrícolas, especialmente das fazendas e da citricultura, surgiram loteamentos residenciais.



O barro abundante das áreas alagadiças favoreceu o surgimento de olarias, responsáveis pela produção de tijolos e telhas, destacando-se a Companhia Ludolf & Ludolf, que chegou a exportar telhas do tipo francês.



Industrialização e Crescimento Econômico


Na primeira metade do século XX, Mesquita ganhou destaque por seus extensos laranjais e pela indústria cerâmica. A partir da década de 1940, o processo de industrialização foi intensificado com a instalação de fábricas como a Brasferro, a IBT e a Pumar, contribuindo para a geração de empregos e o crescimento econômico local.



Emancipação do Município


Até o final do século XX, Mesquita permaneceu como distrito de Nova Iguaçu. A mobilização popular pela emancipação ganhou força na década de 1990, liderada pelo Comitê Pró-Emancipação.



Após disputas judiciais e articulações políticas, a criação do município foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e sancionada pelo então governador Anthony Garotinho, em 1999.



No ano de 2000, foram realizadas as primeiras eleições municipais, e a instalação oficial do município ocorreu em 1º de janeiro de 2001, consolidando sua autonomia administrativa.



Câmara Municipal de Mesquita



Criação e Papel Institucional


No mesmo contexto de emancipação, foi instituída a Câmara Municipal de Mesquita, órgão do Poder Legislativo local, responsável pela elaboração de leis, fiscalização do Poder Executivo e representação dos interesses da população.



A criação da Câmara acompanhou a estruturação político-administrativa do novo município, sendo composta por vereadores eleitos pelo povo, cuja atuação é fundamental para o fortalecimento da democracia e o desenvolvimento da cidade.

Dados de características geográficas
Área: 41,17
População estimada: 167127
Densidade: 4.059,56
Altitude: 40
Clima: TROPICAL ÚMIDO (AW/AM)
Fuso Horário: UTC-3 (Horário de Brasília)
Distância para a capital: 39,00

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